Seja bem vindo ao mundo infantil da sustentabilidade!! Aqui você encontrará: informações, vídeos, atividades voltadas para o meio ambiente. Você verá que cuidar do nosso planeta pode ser muito divertido!!
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sábado, 19 de março de 2011

ESCOLA SUSTENTÁVEL


Quando o assunto é trabalhar meio ambiente e fazer da escola um espaço sustentável, é comum achar que isso implica em reformas na estrutura física do prédio e altos investimentos. Não é bem assim. O fundamental é permitir que os alunos incorporem ao cotidiano atitudes voltadas à preservação dos recursos naturais.

"As crianças precisam iniciar esse processo desde cedo. Não basta falar e ensinar apenas com livros", diz Lucia Legan, autora do livro A Escola Sustentável, pedagoga e diretora do Instituto de Permacultura e Ecovilas do Cerrado (Ecocentro Ipec), em Pirenópolis, a 120 quilômetros de Goiânia. Também não adianta fazer um projeto de combate ao desperdício da água e deixar torneiras vazando e mangueiras abertas no jardim da escola.

Ser ecologicamente sustentável significa apostar num desenvolvimento que não desrespeite o planeta no presente e satisfaça as necessidades humanas sem comprometer o futuro da Terra e das próximas gerações. Tal postura se enquadra no conceito de permacultura, criado em 1970 e segundo o qual o homem deve se integrar permanentemente à dinâmica da natureza, retirando o que precisa e devolvendo o que ela requer para seguir viva. Parece complicado, mas pode ser posto em prática com ações simples, como não desperdiçar água, cultivar áreas verdes e preferir produtos recicláveis (saiba como implantar essas e outras medidas neste projeto).

Sabe-se que, em pequena escala, tais procedimentos não revertem os danos causados ao meio ambiente, porém têm grande impacto na rotina escolar. "Temos consciência de que as iniciativas da escola são fundamentais para promover a conscientização dos alunos, os futuros adultos que tomarão conta do planeta", afirma Neide Nogueira, coordenadora do programa de Educação Ambiental do Centro de Educação e Documentação para Ação Comunitária (Cedac), em São Paulo.

A Educação Ambiental é um dos temas transversais dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), do Ministério da Educação (MEC). Ela garante que os alunos aprendam a tomar decisões sustentáveis, num processo chamado de ecoalfabetização. "A sustentabilidade se apoia no cuidado com as pessoas, a Terra e os recursos naturais. Esses eixos estão na escola e cabe ao diretor mobilizar a comunidade em torno deles", diz Sueli Furlan, docente da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP) e selecionadora do Prêmio Victor Civita - Educador Nota 10.

Os gestores podem iniciar o processo, envolvendo funcionários e famílias do entorno. As faxineiras, por exemplo, devem atentar ao descarte de lixo e produtos de limpeza e ao bom uso de água e energia. Já aos professores fica a tarefa de discutir as várias questões ambientais com os conteúdos das disciplinas. "Tudo isso passa à comunidade a mensagem de que a escola se preocupa com a Terra", afirma Neide.

Foi nessa mobilização que investiu a diretora Iolanda José Naves, da EE Comendador Joaquim Alves, em Pirenópolis, com a ajuda do Ecocentro Ipec. Os alunos estudaram o assunto e, em seguida, fizeram desenhos sobre como gostariam que a escola fosse em termos ambientais. Surgiram elementos como coletores de chuva, ainda não implantados, e a ampliação das áreas verdes, aspiração já concretizada.
Hoje, 600 alunos do 6º ao 9º ano cuidam do descarte de resíduos, mantendo uma composteira com a ajuda dos professores, e do cultivo de árvores, participando de projetos de reflorestamento do entorno. Também auxiliam a equipe a separar o papel que será encaminhado para a reciclagem e combatem o desperdício de comida, água e energia.

Transformar valores e atitudes cotidianas requer cuidado especial por parte da gestão. É um erro comum, por exemplo, tocar no assunto apenas em datas comemorativas. Campanhas de reciclagem também devem ser vistas com bastante cautela, pois promovem concursos que premiam quem mais reúne garrafas PET ou latas de alumínio - longe de ser uma atitude sustentável, elas acabam promovendo o consumo desnecessário. "A criança não deve separar o lixo para vencer uma aposta, mas por ser essa uma postura essencial para o meio ambiente", afirma Neide. Outras ações nada eficazes são ensinar apenas com palestras e projetos tão complicados que acabam sendo abandonados.

A questão ambiental é um assunto cada vez mais em pauta na sociedade e ela pode estar integrada às práticas cotidianas de uma escola. Esse, segundo Lúcia Legan, é o jeito mais eficaz de transmitir o aprendizado necessário sobre meio ambiente e sustentabilidade. Confira o projeto institucional elaborado com base nas iniciativas desenvolvidas na Comendador Joaquim Alves e em outras escolas de Pirenópolis, em parceria com o Ecocentro Ipec.
Quer saber mais?
CONTATO
EE Comendador Joaquim Alves
, Pça. Emanoel Jaime Lopes, quadra 21, lote 2, 72980-970, Pirenópolis, GO, tel. (62) 3331-1849

BIBLIOGRAFIA
A Escola Sustentável
, Lucia Legan, 184 págs., Ed. Imprensa Oficial, livraria.imprensaoficial.com.br, tel. 0800-0123401, 24 reais
Educação e Gestão Ambiental, Genebaldo Freire Dias, 120 págs., Ed. Gaia, tel. (11) 3277-7999, 27 reais

INTERNET
Na página da Unesco, informações sobre Educação sustentável, em inglês.
No site do Ecocentro Ipec, mais dicas de ações sustentáveis para a escola.

FONTE:http://revistaescola.abril.com.br/gestao-escolar/diretor/projeto-para-escola-sustentavel-institucional-meio-ambiente-desperdicio-consumo-consciente-educacao-544830.shtml?page=1

quarta-feira, 9 de março de 2011

DICAS DE SUSTENTABILIDADE!!

PASSE MENOS TEMPO…

...NO BANHO Em 10 minutos no chuveiro você gasta cerca de 160 litros de água. Daria para encher uns 500 copos! Reduzindo esse tempo pela metade, você economiza água e fica limpo do mesmo jeito. Outra dica é fechar o registro ao se ensaboar.
 O que o planeta ganha: Cerca de 80 litros de água. O que você ganha: Que tal dormir mais 5 minutos de manhã?

...JOGANDO Por quantas horas você fica no videogame? Ele gasta energia elétrica, produzida a partir de recursos naturais. Além disso, as baterias e outros materiais do game são tóxicos. É um perigo eliminá-los na natureza.
O que você ganha: Tardes inteiras para brincar ao ar livre. Desafie a galera: que tal uma corrida para descobrir quem é veloz como o Sonic?

...DENTRO DO CARRO Os carros poluem o ar e fazem barulho. Você podia combinar com seus pais para caminhar ou pegar um ônibus para ir à escola.
O que o planeta ganha: Menos trânsito e poluição. O que você ganha: Curta mais a paisagem ao sair de ônibus. Se estiver a pé, tente descubra caminhos alternativos e lugares legais.

...GUARDANDO O QUE NÃO PRECISA Seu armário está cheio de brinquedos, livros e roupas que você não usa? Doe! Você pode fazer outra pessoa feliz. O que o planeta ganha: Quando alguém reutiliza algo que você doou, menos material é produzido e recursos naturais são preservados. O que você ganha: Você terá mais espaço, suas coisas ficarão mais organizadas e será mais fácil achar tudo o que realmente quer ou precisa.

PASSE MAIS TEMPO...PLANEJANDO AS COMPRAS No supermercado, prefira produtos com embalagens recicláveis. Também é legal escolher frutas e legumes mais baratos – eles foram plantados na sua região. Fora de época, o vegetal fica mais caro, porque tem de ser trazido de longe – o que significa mais poluição. O que o planeta ganha: Quando faz compras com consciência, você produz menos lixo.  O que você ganha: Uma alimentação mais saudável e a certeza de que está ajudando o planeta.

...SEPARANDO O SEU LIXO  Você sabe que pode reciclar papéis, latas, vidros e outros tipos de materiais. Mas já pensou em separar tudo antes de jogar fora? Organize o seu lixo em sacolas separadas e leve a um posto de coleta seletiva.O que o planeta ganha: Facilitando as tarefas das pessoas que trabalham na coleta seletiva, você ajuda a tornar esse processo mais eficiente. Ou seja, mais material poderá ser organizado e reciclado em menos tempo. Além disso, muito lixo reciclável deixa de ir para aterros sanitários, reduzindo a poluição nesses lugares. O que você ganha: Um canto de reciclagem mais arrumado.

...JUNTO COM AS SUAS COISAS Cuide bem de seus tênis, roupas, mochila... Use-os até gastá-los e só então compre peças novas. A dica também vale para seu material escolar: a cada ano, mude as capas dos fichários. Solte a imaginação!
O que o planeta ganha: As fábricas consomem muito material e energia na produção das coisas. Evitando desperdício, você preserva a natureza. O que você ganha: Você pode criar objetos exclusivos e fazer sucesso na escola!

quarta-feira, 2 de março de 2011

Proteja o Planeta

Proteja o Planeta
Aquecimento Global
As alterações climáticas representam hoje uma das maiores ameaças à diversidade de vida no planeta, juntamente com a destruição de habitats, poluição e proliferação de espécies invasoras. Considerando o comportamento e a biologia das tartarugas marinhas, é possível prever que as alterações climáticas vão afetar e até mesmo comprometer a sua sobrevivência.
Além das diversas outras ameaças já existentes, o aquecimento global pode causar inúmeras consequências para as tartarugas marinhas. É um perigo real, pois em um mundo que está esquentando, mais calor, como prevêem os cientistas, pode provocar tempestades mais fortes, aumentando a erosão das praias que as tartarugas usam para desovar.



Em sua caminhada para o mar, as tartarugas marinhas memorizam a localização das praias onde nasceram e retornam àquela área décadas mais tarde, quando adultas, para repetir o ritual de desova. Com o derretimento das calotas polares e o aumento do nível do mar, essas praias podem desaparecer, forçando as tartarugas a buscar novas áreas de desova. Segundo dados de pesquisas realizadas até agora, pode demorar 10 mil anos ou mais para que uma nova área de desova se estabeleça.
As tartarugas precisam viver em um mundo dominado pelos humanos. Buscar novas praias não é tão simples. Pessoas e tartarugas tendem a gostar das mesmas praias e podem coexistir. O problema é que as pessoas alteram as praias de maneira prejudicial às tartarugas, afetando-as quando, por exemplo, causam erosão ao removerem a vegetação que fixa as dunas imediatamente atrás das praias, para construir casas. Para compensar e estabilizar a praia constróem estruturas de contenção com metal, pedras e concreto. Com o aumento previsível do mar – e tempestades mais fortes –, a praia não pode avançar naturalmente e diminui, por consequência, o espaço para as tartarugas desovarem.


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