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terça-feira, 1 de maio de 2012

Frans Krajcberg: Arte como ativismo ambiental

Arte como ativismo ambiental


Reprodução
A obra de Frans Krajcberg une arte e ativismo ambiental

O pintor, escultor, gravador e fotógrafo Frans Krajcberg (foto abaixo) nasceu na Polônia, em 1921, mas com a invasão de seu país pelo exército nazista, no início da Segunda Guerra Mundial, refugiou-se na Rússia e lá estudou Artes e Engenharia.

Em 1941, engajou-se no exército polonês e lutou na guerra até seu fim, em 1945, quando passou a morar na Alemanha, seguindo seus estudos na Academia de Belas Artes de Stuttgart.

Krajcberg chegou ao Brasil em 1948. Seu trabalho como artista abstrato lhe rendeu um convite para participar da primeira Bienal Internacional de Artes de São Paulo, em 1951.

Durante a década de 1950 continuou sua obra abstracionista, porém, no final dos anos 50 e início dos 60 começou a produzir trabalhos resultantes do contato com a natureza, naturalizou-se brasileiro em 1957 e, durante a década de 1960, chegou a morar em uma caverna no interior de Minas Gerais, na região de Itabirito.

Vivia solitário, sem nenhum tipo de infraestrutura, numa tentativa de comunhão com a natureza, e era conhecido como o "barbudo das pedras". Nesse período, produziu muitas gravuras e esculturas em pedra, e realizava experiências na fabricação de pigmentos extraídos da natureza.

No mesmo período, fez diversas viagens à Amazônia e ao Pantanal mato-grossense, locais onde o desmatamento excessivo lhe chamou a atenção. Além de fotografar a destruição ambiental, recolhia material para execução de suas esculturas, como raízes e troncos de árvores mortas, provenientes de derrubadas e queimadas.

Reprodução
Frans Krajcberg. Flor do Mangue, 1965. Madeira.

Foi graças a obras como a colocada acima que Krajcberg passou a ser internacionalmente conhecido, a partir da década de 1970, época em que começaram os movimentos pela preservação do meio ambiente e a preocupação com a ecologia no mundo.

Atualmente, Krajcberg vive na Bahia, onde possui um ateliê. Dedica-se mais à fotografia, mas durante sua carreira preocupou-se em denunciar as queimadas e o desmatamento no território brasileiro, especialmente no Paraná e na Amazônia. Também denunciou a exploração de minérios em Minas Gerais, além de defender as tartarugas marinhas que buscam o litoral do município de Nova Viçosa (onde o artista reside) em seu período de desova e as baleias jubarte que visitam o mesmo local anualmente.

Reprodução
Frans Krajcberg. Troncos (Amazônia). S.d. Matriz-negativo.

O trabalho desenvolvido por Krajcberg, além de ser um olhar bastante poético, especialmente sobre a natureza, propõe uma reflexão sobre as principais questões ecológicas. 
 
fonte: http://educacao.uol.com.br/artes/frans-krajcberg.jhtm 
 
algumas de suas obras:
 
O museu de Frans Krajcberg, em Nova Viçosa, na Bahia, foi construído sobre troncos. Foto: Divulgação


 
 
 
 













sábado, 31 de março de 2012

Energia em todas as formas de vida

A energia pode ser transformada, nunca criada ou destruída. Nesta seção, a transformação mais importante é a da luz do sol em energia química, feita pelos vegetais na fotossíntese – você estudou esse fenômeno no Módulo I. Essas transformações sempre se dão da forma de energia mais organizada para a menos organizada.
Vejamos um exemplo: quando corremos muito e depois sentimos nosso corpo mais quente, há no interior do nosso corpo uma transformação da energia química dos alimentos (mais organizada) em calor (menos organizada).

Os seres vivos necessitam continuamente de energia para todas as atividades da sua vida.

A quantidade de energia que chega do sol e atinge a atmosfera é de aproximadamente 15,3 x 108 calorias por metro quadrado por ano. Apenas 1% da energia total proveniente do sol que chega à Terra é transferida aos vegetais para fazerem a fotossíntese.

As transformações de energia estão presentes em todas as formas de vida. Sua principal fonte para os seres vivos é o sol. Na fotossíntese, os vegetais utilizam luz, gás carbônico e água para produzir glicose, um tipo de açúcar rico em energia, presente em diversos alimentos.


Importante!

- Na fotossíntese, além da produção de glicose, há a liberação de oxigênio para a atmosfera. Alguns seres vivem na ausência de exigênio, mas a maioria precisa desse gás para a respiração.

- A maior parte do oxigênio que respiramos é liberado por vegetais aquáticos (algas) microscópicos, nos oceanos, e não pelas grandes árvores das florestas.

 

Ao serem ingeridos pelos animais, a glicose e outros compostos orgânicos da planta são transformados na digestão, liberando a energia das suas ligações químicas. Essa energia é transferida para o corpo, realizando trabalho (andar, trabalhar, respirar etc.),   e também propiciando o crescimento, utilizando como matéria-prima os materiais dos quais os animais se alimentaram.

Veja que começamos a desenhar um fluxo energético com o sentido luz planta herbívoro. A transformação energética foi de luz em energia  química, pelo vegetal, e de realização de trabalho, pelo animal. Podem haver ainda outros elementos fazendo parte do fluxo, pois há os animais carnívoros. Nesse caso, a energia transformada pela planta seria transferida para o herbívoro e, finalmente, para o carnívoro.


A energia obtida pelo vegetal na fotossíntese não é 100% transferida para o herbívoro que o come. Parte dela é transformada e utilizada pelo próprio vegetal, para seu crescimento e sua manutenção. Quando um herbívoro come uma planta, somente cerca de 10% da energia contida nos compostos orgânicos da planta serão aproveitados pelo animal nos processos de crescimento. Essa parcela, que fará parte do corpo desse animal, é que será passada ao consumidor seguinte.
A maior parte da energia do alimento é liberada como calor. Lembre-se do que explicamos acima: o calor é uma forma de energia menos organizada e os organismos, no ambiente natural, não conseguem reutilizá-lo para realizar trabalho.

Quando um animal carnívoro se alimenta de um herbívoro, a energia que vai passar para o primeiro é somente 10% daquela que foi obtida pelo herbívoro no fluxo. O próprio herbívoro utilizou energia nas suas atividades e parte dela voltou para o ambiente como calor. Quando os seres vivos morrem, os organismos decompositores vão utilizar a energia contida nos seus cadáveres.

A quantidade de energia que passará para eles será menor ainda do que a que foi absorvida pelo vegetal no início do fluxo.

Na figura abaixo, está representada graficamente a quantidade de energia que passa de um degrau para outro. É importante que você tenha a idéia de que do total de energia obtida pelos vegetais somente uma parte passa para o nível seguinte. Ao longo das etapas do fluxo, parte da energia volta para o ambiente como calor. 



É importante também que fique claro para você que a cada passagem – planta herbívoro carnívoro decompositores – há, além da transferência de energia, uma transferência de matéria para o ambiente e para os seres vivos.

Mas, que matéria é essa?
Na alimentação ocorre transferência de matéria de um ser para outro. Além disso, em cada etapa do fluxo há liberação de fezes, gás carbônico, urina e outros resíduos pelos organismos. Essa matéria eliminada está sendo devolvida ao ambiente e pode ser utilizada por outros organismos como alimento, refazendo o ciclo. Nesse sentido, a decomposição (apodrecimento) é essencial para que toda a matéria incorporada por vegetais e animais retorne ao ambiente e esteja de novo disponível para ser reutilizada.


Como vimos, nas cadeias alimentares estabelece-se uma transferência de matéria e de energia entre os seres vivos. A energia passa de um componente a outro e não pode ser sempre reaproveitada, enquanto a matéria volta ao ambiente como resíduo após a decomposição. Desse modo, a matéria faz um caminho cíclico, enquanto o caminho da energia é sempre em uma única direção.

 fonte: http://portaldoprofessor.mec.gov.br/

 

 

 

 


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